|
Italia |
|
Sempre |
Musica Italiana
( Canta: o tenor
Luciano Pavarotti )
( Dá Opera
"La Boheme" de Giacomo Puccini - 1896 )
(
Libreto: G. Giacosa - L. Illica)
|
|
Original em italiano |
Tradução |
|
Che gelida manina, se la lasci riscaldar. Cercar che giova, al buio non si trova. Ma per fortuna è una notte di luna, e qui la luna l'abbiamo vicina. Aspetti signorina, le dirò con due parole chi son, chi son e che faccio, come vivo. Vuole? Chi son? Sono um poeta. Che cosa faccio? Scrivo. E come vivo? Vivo. In povertà mia lieta, scialo da gran signore, rime ed inni d'amore per sogni e per chimere e per castelli in aria. L'anima ho milionaria. Talor dal mio forziere ruban tutti i gioelli due ladri. Gli occhi belli. V'entrar com voi pur ora, ed i miei sogni usati e i bei sogni miei tosto si dileguar. Ma il furto non m'accora, poichè, poichè v'ha preso stanza la speranza. Or che mi conoscete, parlate voi. Deh! Parlate! Chi siete, vi piaccia dir! |
Que mãozinha fria, me deixe aquece-la. Buscar para que, no escuro não se encontra. Ma por sorte é uma noite de lua, e aqui a lua a temos pertinho. Espere senhorita, lhe direi com duas palavras quem sou, quem sou e o que faço, como vivo. Quer? Quem sou? Sou um poeta. O que faço? Escrevo. E como vivo? Vivo. Na pobreza minha feliz, vivo como um grande senhor, rimas e hinos de amor para sonhos e quimeras e para castelos no ar. Tenho a alma milionária. Talvez do meu cofre roubam todas as jóias dois ladrões. Os olhos belos. Entram com você também agora, e os meus sonhos costumeiros e os belos sonhos meus logo vão dissipar-se. Mas o roubo não me apavora, porque, porque agora nasceu a esperança. Agora que me conhece, fale. Lhe peço, fale! Quem é a senhorita, queira dizer! |