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Italia |
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Sempre |
Musica Italiana
( Canta
Patty Pravo )
( Autores: L. ferrè - Medali - 1972 )
( Titulo original: Avec le temps )
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Original em italiano |
Tradução |
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Col tempo, sai, col tempo tutto se ne va. Non ricordi più il viso, non ricordi la voce. Quando il cuore ormai tace a che serve cercare. Ti lasci andare e, forse, è meglio così. Col tempo, sai, col tempo tutto se ne va. L'altro che adoravi, che cercavi nel buio. L'altro che indovinavi in un batter di ciglia e tra le frasi e le righe e il fondotinta, di promesse agghindate per uscire a ballare. Col tempo, sai, tutto scompare. Col tempo, sai, col tempo tutto se ne va, ogni cosa appassisce. Io mi scopro a frugare in vetrine di morte quando il sabato sera la tenerezza rimane senza compagnia. Col tempo, sai, col tempo tutto se ne va. L'altro a cui tu credevi anche a un colpo di tosse. L'altro che ricoprivi di gioielli e di vento, per cui avresti impegnato anche l'anima al monte a cui ti trascinavi alla pari di un cane. Col tempo, sai, tutto va bene. Col tempo, sai, col tempo tutto se ne va. Non ricordi più il fuoco, non ricordi le voci della gente da poco e il loro sussurrare. Non ritardare, copriti, con il freddo che fà. Col tempo, sai, col tempo tutto se ne va e ti senti il biancore di un cavallo sfiancato. In un letto straniero ti senti gelato, solitario, ma in fondo in pace col mondo. E ti senti ingannato dagli anni perduti. E allora tu, col tempo, sai, non ami più! |
Com o tempo, sabes, com o tempo tudo vai embora. Não lembras mais o rosto, não lembra a voz. Quando o coração fica calado a que serve procurar. Deixas pra lá e, talvez, é melhor assim. Com o tempo, sabes, com o tempo tudo vai embora. O outro que adoravas, que buscavas no escuro. O outro que adivinhavas num piscar de olho e entre as frases e as linhas e a maquilagem, de promessas arrumadas pra sair para o baile. Com o tempo, sabes, tudo desaparece. Com o tempo, sabes, com o tempo tudo vai embora, cada coisa murcha. Eu me descubro a revistar em vitrines de morte quando o sábado à noite a ternura fica sem companhia. Com o tempo, sabes, com o tempo tudo vai embora. O outro para quem tu acreditavas também a um golpe de tosse. O outro que recobrias de jóias e de vento, para quem tu terias empenhado também a alma na caixa de penhor onde tu te arrastavas tal como um cachorro. Com o tempo, sabes, sai, tudo vai bem. Com o tempo, sabes, com o tempo tudo vai embora. Não lembras mais o fogo, não lembras as vozes das pessoas de pouco valor e o seu sussurrar. Não atrasar, cobre-te, com o frio que faz. Com o tempo, sabes, com o tempo tudo vai embora. e te sentes a brancura de um cavalo derreado. Numa cama estrangeira te sentes gelado, solitário, mas no fundo em paz com o mundo. E te sentes enganado pelos anos perdidos. E então tu, com o tempo, sabes, não amas mais! |