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Italia |
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Sempre |
Musica Italiana
( Canta: Natalino Otto )
( Autores: Fecchi - Mannucci - 1955 )
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Original em italiano |
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Nella mia stanzetta giã da tanto tempo c'è una cornicetta stile quattrocento. Una saggia mano l'ha dipinta con amor, qualche foglia d'oro e uno stemma con due cuor. Nella vecchia cornice ho cambiato fotografia, quel visetto felice non c'è più, se ne è andato via. Ma nel toglierla, ahimè, ho provato un non so che, c'era scritto: "Voglio bene solo a te". Par che dicano i fiori "Ma perchè se ne è andata via", e lo stemma coi cuori soffre molto di nostalgia. Quella patina d'or contro il tempo lotta ancor, lentamente perde il magico splendor. Restò vuota così la cornice molti dì, solitaria e triste senza quel visin. Ma oggi sono felice, una nuova fotografia dentro quella cornice fa fuggire ogni nostalgia. Non sapete chi è, non lo posso dir perchè è una gioia che appartiene solo a me. Son passati gli anni e la mia cornice sfida ancora il tempo e mi fã felice. Quella grande gioia che in passato conservò, oggi è a me vicina e un'altra gioia mi donò. Nella vecchia cornice ho cambiato fotografia, c'è un visetto felice che fuggir fã ogni nostalgia. Nei suoi riccioli d'or, una fata, con amor, sorridendo mise un velo tutto d'or. Come candide rose, le sue gote son vellutate, come il sol luminose, le pupille quasi azzurrate. Nel sorridere, già un pensiero mostrerà, due dentini bianchi bianchi stanno là. Così, tra quei due cuor, la cornice tutta d'or quel ritratto tiene caro come allor. Nella vecchia cornice rimarrà la fotografia con la frase che dice "Questa dedica non è mia. Me l'ha scritta mammà, tanti baci al mio papà". La canzone del mio amor finisce quà. Finisce qua! È il quadretto della mia felicità! |
No meu quartinho faz muito tempo que há uma moldurinha estilo Quatrocentos. Uma sabia mão a pintou com amor, algumas folhas douradas e um brasão com dois corações. Na velha moldura troquei a fotografia, não há mais aquele rostinho feliz, foi-se embora. Mas quando a tirei provei algo dentro de mim, havia uma escrita: "Quero bem somente a ti". Parece que as flores digam: "Mas porque foi-se embora", e o brasão com os corações sofre muito de saudade. Aquela pátina dourada luta ainda contra o tempo, lentamente perde o mágico esplendor. Ficou assim vazia a moldura por muitos dias, solitária e triste sem aquele rostinho. Mas hoje estou feliz, uma nova fotografia naquela moldura afugenta a saudade. Não sabeis quem é, não posso dizer porque é um tesouro que pertence somente a mim. Passaram os anos e a minha moldura desafia ainda o tempo e me faz feliz. Aquele grande tesouro que no passado conservou, hoje está perto de mim e um outro tesouro me doou. Na velha moldura troquei a fotografia, há um rostinho feliz que afugenta a saudade. Nos seus caracóis dourados, uma fada, com amor, sorrindo colocou um véu todo dourado. Como cândidas rosas, suas bochechas são aveludadas, brilhantes como o sol, as pupilas são quase azuladas. Quando sorri, já mostra um pensamento, dois dentinhos bem branquinhos estão aí. Assim, entre aqueles dois corações, a moldura toda dourada aquele retrato conserva querido como então. Na velha moldura permanecerá a fotografia com a frase que diz: "Esta dedicatória não e minha. Escreveu-a mamãe pra mim, muitos beijos ao meu papai". A canção do meu amor termina aqui. Termina aqui! É o pequeno quadro da minha felicidade! |